20120815

quereres


quero amar a beleza das palavras não ditas
a intensidade da intenção dos olhares.
quero tecer a ebriedade que pulsa nas veias
com o engenho e força dos meus teares.
quero viver os descompassos das paixões
as redenções às ressacas dos mares.
quero querer a inteireza das coisas do mundo
a quebra de todas as normalidades vulgares.
quero comer as amargas pedras dos meus dias
e expeli-las em deuses para os manjares.
quero amar a beleza das palavras não ditas
e quero gritá-las em todos os altares.