20100909

Medo

é inerente à natureza humana temer o desconhecido. o homem teme o que, talvez, há além da sua realidade. teme o paranormal. alguns têm medo de caminhar até uma esquina por fantasiarem algum tipo de perigo. é essa a real questão: fantasia. o homem tem medo porque fantasia, porque dá asas ao pensamento, o que muitas vezes pode bater de frente com a razão. eu mesma entro neste entrave muitas vezes. ponho em campo de batalha o meu pensamento com asas e a minha razão. e, para o desespero do meu todo, a razão perde. e aí eu não consigo fazer mais nada: vão aos ares, junto com os meus pensamentos com asas, os meus planos, as minhas atividades e o meu bom senso. e aí eu tenho medo. tenho medo do escuro, tenho medo do além-vida, tenho medo das esquinas, tenho medo do abandono. tenho medo de abrir os olhos e ver que os seus olhos nunca estiveram fechados. por força da tão debilitada, porém persistente, razão, mantenho-os fechados e vou seguindo o meu beijo. mesmo com todos os meus pensamentos voando, voando e me pondo a todo momento contra as minhas próprias paredes.

1 dizer(es):

Gustavo Limeira disse...

muito verdade, isso. o medo é como um pedaço nosso, um órgão, uma bagagem que simplesmente carregamos aonde quer que vamos. mas é bom lembrar que ele tem uma função, assim como todos os órgãos e todas as bagagens: o medo nos mantém vivos, nos faz sentir vivos. importante é não encher essa bagagem a ponto de torar a alça.. ;)

adoro suas linhas, em verso ou em prosa, viu? tava com saudades, já, de ver esse blog atualizado. obrigado! :D