20081020

prova

hoje o soneto aqui embaixo caiu na prova de literatura. estava cheeeeeeeeio de erros, o que quase tirou a atenção pra entender uma coisa tão simples.
prova bizarríssima.

mal secreto

Se a cólera que espuma, a dor que mora
N’alma, e destrói cada ilusão que nasce,
Tudo o que punge, tudo o que devora
O coração, no rosto se estampasse;

Se se pudesse o espírito que chora
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!

Quanta gente que ri, talvez, consigo
Guarda um atroz, recôndito inimigo,
Como invisível chaga cancerosa!

Quanta gente que ri, talvez existe,
Cuja a ventura única consiste
Em parecer aos outros venturosa!


(Raimundo Correia)

20081009

Sonho Triangular

Depois que se tem
Depois que se tem tudo
O que mais se pode ter?
Quando sair do chão
Todos podem ver o pulo
E os giros
Que se fez no ar, no ar
permanecerá
Sempre vai viver e
Quando crescer
Vai querer ficar pois tudo
Já passa do chão
Quem não sonha não sai do lugar
Tudo e todos vão passar

Fechei os meus olhos
Meu sonho é real
Quem vai impedir
Os meus gritos que já são vozes soltas?
O vento leva para longe daqui
Os pensamentos
Que foram ditos por
Mim, por você que já
Vive na prisão sem muros
Não pensa em mais nada que
Te faça sair do (...)

Sair do seu lugar
Saia do lugar
Saia do seu mundo fechado só seu
Ninguém pode mais entrar
Nos seus sonhos perdidos
Que você criou
E agora?
E agora?

O sonho triangular
O sonho pode se acabar
Se você fugir de si
Pode se perder
Não encontrará a porta
que vai se abrir
Para um novo sonho formar



esse poema feito pelo meu colega da aula de música (e amigo fora dela) e foi musicado por nós pra uma apresentação no final do semestre passado. só a letra mereceu a nota máxima.

(se tiver algum erro me avisem, hihi)